Sobre seguir em frente


É difícil escrever sobre isso, já que eu adoro remoer o passado. É algo quase que involuntário, natural. Mas uma coisa é certa: em 25 anos de existência, 2017 foi o ano mais punk  de suportar - emocionalmente falando.

Seguir em frente nunca - dê bastante ênfase no nunca, por favor - pra mim. Sou uma pessoa muito apegada ao que sinto, então nada é sentido superficialmente, por mais bobo que seja. Sempre dói fundo, fere.

E quando é algo de extrema importância, é mil vezes pior. Eu estava vivendo uma situação de agonia na família por quase 3 anos. Foram anos extremamente difíceis pra mim onde eu mudei muito, sofri muito e, perdi completamente o poder de explicação sobre os meus sentimentos.

Sempre fui uma pessoa explosiva, onde em brigas eu explodia na hora e pronto. Fui quase obrigada a calar, não pelos outros, mas pelas situações e isso refletiu diretamente no meu comportamento com outras pessoas, nas minhas emoções, no meu psicológico.

Resolvi seguir em frente há pouquíssimo tempo, e está sendo bem difícil passar por cima de tudo o que eu vivi nesses últimos três anos, sendo que os meus primeiros 22 anos de vida foram os mais bonitos do mundo.

É tudo muito conflituoso na minha cabeça, confuso. Hoje eu entendo como é ser uma pessoa triste e ter que sorrir pro mundo mesmo assim... A diferença é que eu já não consigo fazer isso tão bem quanto antes. Mas é preciso ter fé e, no fundo, é a única coisa que me mantém de pé hoje em dia.

Como diria Renato Russo: "Mas é claro que o sol, vai voltar amanhã..."

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