Aprendi que...

Aprendi que por mais que eu não queira, eu sou obrigada a andar sempre em frente. O passado não pode ser mudado, mas podemos aprender muito com ele. As feridas, as dores, talvez não cicatrizem com a mesma pressa que as lágrimas caem, mas elas são um lembrete de que você ainda vive.

Aprendi que por mais que eu não queira, meu coração ainda bate por uma porção de sentimentos ruins. Sentimentos esses que minha cabeça insiste em recordar e me lembrar que estão tão vivos e recentes a ponto de senti-los na pele.

Aprendi que minhas fracas pernas continuam a mover-me à diante, mesmo que eu ache que o "à diante" é o abismo. Eu não posso voltar pra trás. O abismo é menos doloroso do que toda a dor que eu carrego aqui dentro.

Aprendi que ainda sou capaz de amar, por mais que isso me doa. E dói, pois decepciona principalmente num momento tão delicado. É como estar sozinho mesmo cercado por uma multidão. 

Aprendi que mesmo submersa em tanta dor, eu continuo inconscientemente nadando, sem ao menos saber o por que. É instintivo, natural. Algo me move. Talvez seja a minha própria dor, talvez seja a fé em que não me deixa desistir.

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