Confissões de uma adolescente em crise

Eu que muitas vezes vi meu castelinho de areia desmoronar, diante de meus olhos
Tão forte... E ao mesmo tempo tão frágil
Quem sou eu para entender o porque de tudo
Se eu ao menos soubesse o porque de só ver o mundo em tons de cinza
E espero o dia em que possa ver em cores
Quem sabe um dia...
E quando eu tento mudar, tudo piora
E quando o céu está limpo e claro, tudo fica negro
E eu, mudo com o tempo, de acordo com a lua
A cada dia me pergunto porquê
Seria um destino sombrio me aguardando no final de tudo?
Seria apenas um triste fim?
Eu não sei.
Sigo cada passo, como se pisando em cacos de vidro
Mas meus pés não sangram mais;
Teria todo o meu sangue se esvaido de meu corpo?
Ou apenas meus pés estarem calejados com tantas feridas?
Só sei que não sinto mais dor,
Como se nada pudesse me tocar
Mas eu vou esperar,
Talvez tudo isso passe...
Talvez as minhas nuvens sumam completamente,
Talvez eu permaneça a mesma... Com os mesmo cacos de vidro sob os pés
Talvez a pessoa que eu tanto busco me encontre
Talvez toda essa angustia suma conforme o cair da chuva...

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